Este final de semana, andei lendo algo muito interessante sobre o professor Valdemar W. Setzer, Titular do Depto. de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP [aposentado mas não encostado...].
Li um artigo do educador e realmente, muito do que ele fala é verdade. Resumidamente, estamos acabando com o sentido de infância de nossas crianças. Em sua visão, o educador defende que se use o computador a partir dos 17 anos de idade, o que hoje em dia se torna praticamente impossível (nos grandes centros). Um trecho do seu artigo diz o seguinte:
“O computador transforma-os em adultos precoces, pensando formal e abstratamente, exercitando auto-educação, e exigindo auto-controle. Como disse Neil Postman em seu livro com esse título (mas que não aborda o problema do computador), estamos provocando o “desaparecimento da infância,” o que será terrível para o futuro da humanidade. Que crime computacional!”
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Isso é realmente de se pensar. Porém, é possível questionar. Existe uma estrutura familiar, um berço, onde o educador principal é você pai e você mãe – Eu não trocaria um dia no parque com meu filho, por uma tarde computacional, em pleno domingo ensolarado. Enfim, é de se discutir.
Para uma leitura melhor, aqui está o artigo > clique aqui.
Para conhecer o professor Valdemar W. Setzer, aqui está o seu site > clique aqui.
© 1 – foto encontrada no Google Imagens. Keyword “child computer”.
Qualquer insatisfação do autor, é só deixar um comentário.
realmente, uma tarde no parque seria gratificante.
mas uma sessão de battlefield 2 em rede com vc pilotando o helicóptero e seu filho distribuindo o caos e a desordem, aniquilando todo o exército inimigo tbm é muito divertido. td bem, eu não tenho filho, então foi com o colegas de republica mesmo. ainda assim, foi divertido pra, bem, foi mto divertido.
Nem 8 nem 80……..
Minha sobrinha mais nova vive jogando joguinhos online para crianças.. ela tem 5 anos… mas ela curte uma bagunça também…rs.. não é viciada nem nada… mas mesmo assim eu acho muito cedo, porém 17 anos é absurdo.. uma vez que com 17 anos eu já tinha cabelo branco de trabalhar com informática (TRA-BA-LHAR) então … é muito tarde pra alguém começar…. mas poderia começar aos 12 anos… com horas limitadas…. LIMITADAS….. e com 18 anos libera o tempo que ele desejar….rs… mas é melhor manter a criançada longe disso..r.s…
é assim mesmo!
eu fui um rato de laboratório, mas rodei pião, soltei pipa, jogo futebol, faço sexo, bebo cerveja, adoro motos!
a infância evolui, mas os pais tem que ensinar a digital e a virtual!
Pois é, não sou nenhuma especialista em educação, mas quando o Fábio me falou sobre esse artigo sexta-feira, ele perguntou o que eu achava, e, em partes minha opinião bateu com a do professor.
Também não sou a favor da criança ficar na frente de um micro desde pequena, mas também não sou a favor de uma criança só saber o que é um computador quando estiver com 17/18 anos. Acho que isso, no pé em que anda o mundo é impossível e inevitável que uma criança não mexa num micro. Acho que hoje em dia, esse crime computacional é mais uma válvula de escape para muitos outros problemas.
Mas como professora, ainda mais de Inglês, não posso ser ignorante ao ponto de não aceitar que o micro ajuda e muito no aprendizado da língua, inclusive pra criançada! Ainda prefiro as atividades de REALIA, mas não posso ter cara de tiazona e não usar as ferramentas da internet como um meio de aprendizado pros meus alunos.
Enfim é um pé cá e um pé lá.
“Cara você tem problemas”.
Talvez tenha algo a ver com meu primeiro computador, lá pelos 8 anos de idade.
O tema é bastante complexo… mas vamos lá:
Bom, convivo com computadores desde os 12 anos, ou seja, desde 1985. Nessa época computadores eram máquinas alienígenas… nada de sistemas operacionais, interfaces gráficas e Zilhobytes de memória… ou era Binário ou Assembler e meros 16Kb.
Também sou educador. Há mais de 10 anos e, como tal, penso que o problema apontado pelo prof. Setzer não reside meramente no uso precoce do computador, o problema encontra suas raízes, filosoficamente falando, entre a virtude e o vício. Aristóteles já dizia, 2500 anos atrás, que a virtude encontra-se no “justo meio”, ou seja, os extremos, sejam por excesso ou por falta, são igualmente prejudiciais.
O que eu quero dizer é que o problema não é a criança ter acesso ao computador, mas o excesso de uso do mesmo. Afinal, uma criança que passe 14 horas por dia jogando Xadrez, soltando Pipas ou estudando Geometria será igualmente afetada no seu desenvolvimento cognitivo. E uma que passe 17 anos sem acesso a computadores, jogos de xadrez, pipas ou livros de geometria também terão sérios problemas. Ou seja, o “justo meio” aristotélico está no equilibrio entre as atividades da criança.
Bom, é isso ai!
Quando eu recebo aqueles emails com aquelas coisas de antigamente, as séries de tv, os brinquedos, as brincadeiras…
penso que hoje em dia mudou muita coisa, a criançada só quer saber de jogos (na sua maioria online), msn, orkut…
lembro da minha época, quando passava tardes e tardes na casa dos meus primos brincando com os bonecos dos “Comandos em Ação”, fazendo histórias com aqueles carrinhos de metal e depois de um tempo jogando video-game em jogos divertidos (no atari e no nintendinho e bem depois no super-nintendo)
Hoje em dia o que vemos são os jogos de violência (CS, BF, etc…) ou os piores ainda que são os rpg viciantes online, como Tibia, Mu, e por ai vai…
Será que num futuro breve as crianças deixarão de ser crianças???